A dilatação volumétrica é o fenômeno físico onde os materiais aumentam ou diminuem de volume devido às variações de temperatura. Quando um corpo é aquecido, suas partículas vibram mais intensamente, demandando mais espaço e resultando em expansão tridimensional.
Por outro lado, o resfriamento provoca contração térmica, onde a menor agitação das partículas as aproxima, diminuindo o volume do material.
No concreto, o coeficiente de dilatação térmica é de 0,00001/°C, significando que para cada metro linear há alongamento ou encurtamento de 0,01mm por unidade de temperatura.
Portanto, uma viga de concreto com 6 metros de comprimento submetida a variação de 50°C apresentará dilatação de 3mm. Embora pareça pequeno, esse movimento pode gerar tensões significativas em estruturas rígidas.
Segundo uma matéria do site Fibersals, a dilatação térmica devido ao calor está relacionada aos níveis de agitação e espaço entre as moléculas de qualquer material. Dessa forma, é fundamental estar atento a esses efeitos para não comprometer a segurança e evitar prejuízos em construções.
Como a expansão térmica causa fissuras em revestimentos externos?
Os revestimentos cimentícios externos estão constantemente expostos a variações térmicas intensas. Durante o dia, a radiação solar aquece significativamente as superfícies, causando a expansão do material. À noite, com o resfriamento, ocorre a contração. Esse ciclo repetitivo de dilatação e retração gera tensões internas no concreto.
O concreto é classificado como material frágil quando endurecido. Por conta dessa característica, ele é mais rígido e não aceita grandes variações dimensionais.
Logo, quando a dilatação ocorre de forma restrita, sem espaço para movimentação livre, surgem esforços de tração que excedem a capacidade de resistência do material. Com isso, aparecem as fissuras características de movimentação térmica.
As fissuras mais comuns em revestimentos externos ocorrem nas interfaces entre diferentes materiais. Por exemplo, a junção entre alvenaria e estrutura de concreto é ponto crítico, pois o coeficiente de dilatação do concreto é até duas vezes maior do que o da alvenaria.
Assim, quando submetidos ao mesmo aquecimento, trabalham de formas diferentes, gerando trincas nos pontos de ligação.
Quais fatores climáticos influenciam a dilatação volumétrica?
A intensidade da radiação solar é o fator climático mais relevante para variações térmicas. No Brasil, a intensidade varia significativamente entre regiões, afetando diferentemente os materiais. Além disso, é importante considerar se a radiação incide diretamente ou de forma difusa sobre o revestimento.
A absorbância da superfície também influencia diretamente o fenômeno. Cores escuras absorvem mais energia solar, aquecendo mais intensamente do que cores claras.
Desse modo, revestimentos escuros sofrem maior amplitude térmica, aumentando o risco de fissuras. Além disso, oscilações climáticas extremas, aliadas à baixa umidade do ar e ação do vento, são fatores agravantes.
Como são produzidos os artefatos cimentícios para minimizar problemas?
Os artefatos de concreto de qualidade são produzidos com dosagens precisas e processos controlados rigorosamente.
A relação água/cimento é fator crítico: quanto menos água, menor o efeito da retração e consequentemente menores problemas com fissuras. Misturas com fator água/cimento adequado resultam em produtos mais estáveis dimensionalmente.
A cura do concreto também desempenha papel fundamental na prevenção de patologias. O processo de cura controlado garante hidratação adequada do cimento, minimizando retração plástica e química.
Dessa forma, os artefatos adquirem resistência mecânica adequada antes de serem expostos a variações térmicas significativas.
O uso de materiais finos que preenchem os vazios do concreto torna o material mais denso e resistente. Com isso, dificulta-se a saída de água de amassamento durante a cura.
Adições como sílica ativa melhoram significativamente a qualidade final dos artefatos cimentícios. Portanto, produtos fabricados com tecnologia adequada apresentam menor propensão a fissuras.
A granulometria dos agregados também influencia no comportamento térmico. Agregados bem graduados proporcionam melhor travamento interno da mistura.
Além disso, reduzem a quantidade de pasta de cimento necessária. Com isso, diminui-se o calor de hidratação e consequentemente a retração térmica inicial.
Quais são as técnicas de instalação corretas para prevenir fissuras?
A principal técnica preventiva é a execução de juntas de dilatação adequadas.
As juntas consistem em interrupções no revestimento criando folga que permite movimentação térmica sem gerar tensões. Essa folga pode ser preenchida com material flexível como silicone ou poliuretano, evitando entupimento com materiais rígidos.
As juntas são especialmente importantes em revestimentos de paredes externas e fachadas. Paredes externas sofrem intensa exposição aos raios solares por longos períodos, podendo apresentar efeitos das variações térmicas em forma de fissuras.
Por isso, em edifícios são previstas juntas horizontais espaçadas a cada pavimento para permitir movimentação.
O espaçamento entre juntas deve ser calculado considerando as dimensões do revestimento. Quanto maior a extensão contínua de revestimento, maior será a movimentação total acumulada.
De tal maneira, grandes áreas exigem juntas mais frequentes para acomodar dilatação adequadamente. Além disso, mudanças de direção ou encontros com outros elementos estruturais devem receber juntas específicas.
A preparação adequada do substrato também é fundamental. A superfície deve estar limpa, firme e com rugosidade adequada para garantir aderência.
Em adição, é importante verificar se não há materiais soltos que possam comprometer a fixação. Então, antes da instalação dos revestimentos cimentícios, o substrato deve ser adequadamente preparado.
Como dimensionar juntas de dilatação corretamente?
O dimensionamento das juntas considera diversos fatores. Primeiramente, deve-se avaliar a amplitude térmica da região onde a edificação está localizada.
Regiões com maior variação de temperatura exigem juntas mais frequentes. Além disso, a cor e acabamento superficial do revestimento influenciam na absorção de calor.
Para artefatos de cimento em fachadas, recomenda-se juntas horizontais a cada pavimento e juntas verticais espaçadas conforme dimensões da edificação.
A largura da junta varia tipicamente entre 10mm e 20mm, dependendo da extensão do revestimento. Portanto, projetos bem elaborados especificam claramente o posicionamento e dimensões das juntas.
Quais cuidados são necessários após a instalação?
Após a instalação, os revestimentos cimentícios externos requerem período de cura adequado. Durante os primeiros dias, é importante evitar exposição intensa ao sol e ao vento.
Desse modo, previne-se retração plástica excessiva que poderia causar fissuras superficiais. Além disso, a aplicação de seladores apropriados protege o concreto contra absorção excessiva de umidade.
A manutenção periódica das juntas de dilatação é essencial para garantir funcionamento adequado. O material flexível das juntas pode degradar-se ao longo do tempo devido à exposição aos raios UV e intempéries.
Sendo assim, inspeções regulares permitem identificar juntas que necessitam reposição do material de preenchimento.
A limpeza adequada dos revestimentos também contribui para a longevidade. Sujeira acumulada pode reter umidade contra a superfície do concreto, acelerando processos de deterioração.
Adicionalmente, alguns poluentes atmosféricos podem reagir quimicamente com o cimento. Portanto, limpeza periódica com água e sabão neutro é recomendada.
Qualquer fissura que apareça deve ser avaliada quanto à sua origem e gravidade. Fissuras finas e estabilizadas podem ser tratadas com aplicação de seladores específicos.
Entretanto, fissuras progressivas indicam problemas mais sérios que exigem avaliação técnica especializada. Dessa forma, intervenções adequadas podem ser realizadas antes que o problema se agrave.
Como os artefatos da Cia da Samália minimizam problemas de dilatação?
Nós produzimos artefatos de cimento com controle rigoroso de qualidade desde 2005.
Nossos processos de fabricação seguem dosagens precisas, garantindo relação água/cimento adequada para minimizar retração e problemas térmicos. Utilizamos cimento Portland de qualidade superior e agregados criteriosamente selecionados.
Nossos produtos passam por processo de cura controlado em ambiente apropriado. Dessa forma, garantimos hidratação adequada do cimento e desenvolvimento de resistência mecânica apropriado.
Com isso, os artefatos apresentam estabilidade dimensional superior, reduzindo riscos de fissuras após instalação.
Além da qualidade técnica, oferecemos orientação especializada sobre instalação correta. Fornecemos recomendações específicas sobre espaçamento de juntas, preparação de substrato e cuidados de manutenção.
Em outras palavras, nossos clientes recebem não apenas produtos de excelência, mas também conhecimento técnico para garantir instalações duráveis.
Nossa linha completa de cobogós, revestimentos e artefatos decorativos é desenvolvida considerando as condições climáticas brasileiras. Com uma variedade de mais de 130 modelos, atendemos projetos residenciais, comerciais e industriais com soluções técnicas adequadas para cada aplicação.
Conheça as soluções da Cia da Samália e garanta revestimentos cimentícios externos duráveis e livres de patologias com qualidade garantida.




